8 de março de 2011

Versos molhados






A água que mata a sede é também,
A mesma água que cai das nuvens como chuva, lavando nossa  alma,
A mesma água que escorre dos olhos, transbordando os sentimentos,
A mesma água que se renova nos rios com a sua correnteza,
Assim como o tempo nos faz  novos a cada dia.
A mesma água do beijo molhado que fica gravado na memória,
A mesma água que deixa nosso caminho  menos seco,
A mesma água na boca de quem deseja,
A mesma água que deixa o  cheiro de terra molhada,
A mesma água do suor da batalha,
A mesma água que conta histórias diferentes,
A mesma água que presente cria a vida,
Que ausente cria a morte.




 

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